A morte espiritual do culto moderno





















O pregador pode fazer o que quiser. Pode ler mil livros, pode cantar, pode pregar lindamente, pode decorar a Bíblia, pode escrever, mas todo o seu esforço parecerá morto, sem alma, sem vida e sem a presença do Espírito de Deus. As pessoas sentem que lhe falta algo, apesar de tudo.


Com efeito, ler, escrever, pregar, ensinar, examinar as Escrituras, cantar, enfim, tudo isso é necessário, mas se faltar vida consistente de oração, não haverá presença de Deus. Não haverá poder do Espírito. Não haverá conversão. Não haverá arrependimento de pecados. Não haverá mudança de vida. Haverá só barulho, forma sem conteúdo, e só isso. 


A oração é a verdade e a prova da vida interior. Sem oração, tudo, por mais arranjado e impecável que seja, é só trabalho humano vazio, sem Deus e sem frutos consistentes... Mera performance... Retórica e oratória... Apresentação de cantos e malabarismo de palavras... Coisa que - às vezes - parece engraçada, mas que no fundo é muito triste, decadente mesmo... Um pregador cheio de conhecimento, mas vazio de humildade e sem qualquer sinal de consistente espírito de oração. Conheço alguns assim... Animadores de auditório... Homens de alma rasa e pregação de frases feitas...  Insuportável ouvi-los... Eles fazem meia hora parecer um século de tédio... Sim, oh, horror!... Conheço uns dois ou três...


Todo domingo é a mesma rotina, que de tanto se repetir, parece a coisa mais normal do mundo... Faminta de Deus e necessitada de um sentido maior para a vida, a pessoa vai ao culto, olha para os lados, sorri sem graça, sente o constrangimento do vazio, e se pergunta: Afinal de contas, o que eu estou fazendo aqui? Depois vai embora e, talvez, nunca mais volte... É isso. Triste, Forma sem essência. Palavras, palavras, palavras... Performance, performance, performance... Vazio, vazio, vazio...

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Desnecessário dizer que há exceções, mas o vazio avança e não perde tempo. 
_VBMello

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