Sem guia, amigo ou companhia Voei como um pássaro na tempestade Rugi como um leão faminto Desci tão fundo, que a luz Tornou-se apenas uma lembrança Acostumei-me com a escuridão Tornei-me amante da insônia Pari filhos – solidão e depressão Às vezes, a alma cheia de recordações... tudo em vão Lutei - quando deveria ter dançado Gritei - quando deveria ter sussurrado Odiei - quando deveria ter amado Morri - quando deveria ter vivido Juntei pedras - quando deveria ter descansado Declarei guerra e chamei o mundo para a briga Na alma e no corpo, cheio de feridas Peregrinei pela vida, escavando escuridões Nos lugares que eu estava, nenhum resgate chegava Nenhuma palavra inspirava... Nenhum olhar me alcançava Que se dane! Eu gritava... Não estava atrás de salvação Com os punhos cerrado, pisava com força a terra Meus inimigos, sem mais, eu amaldiçoava . . . Então, do nada, no meio de mais uma batalha Buscando a morte em cada inimigo vencido Vislumbrei um monte, e sobre o monte...