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Mostrando postagens com o rótulo Poesia

A fama é reles… [Boris Pasternak]

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Águas profundas

Sob a lâmina escorregadia do dia a dia Ando desconfiado - existe o inimaginável Profundeza insondável de mistérios inexprimíveis Refúgio e inspiração para as esperanças da alma Reconciliação com os segredos e mistérios do coração Cansado de desertos e superfícies Viro as costas ao falatório do mundo Caminho para as águas profundas Onde o silêncio de Deus É respiração da minha vida E a sarça ardente [ainda] queima no coração E o sangue corre vivo como as águas do Jordão Firmo os pés, forço os olhos Vou pela trilha estreita Atravesso a floresta do mundo Salto os penhascos da existência Não levo bagagem - levo esperança Sem vacilar na fé – sem duvidar da esperança Quero ir um passo além – mergulhar nos limites Onde as águas são transparentes e profundas Ouvir a retumbar da voz de um chamado E armar a tenda da minha alma À beira do desconhecido – a um passo da eternidade Onde os anjos sobem e descem pelas escadas do céu _VBMello ...

Chegada e partida

Se eu pudesse descrever                               Diria - chamando pela imaginação Que no dia do meu nascimento Abafando todo desamparo Escuridão, medo - e ressentimento Havia uma música suave no ar Dessas que só se ouve com o coração E o Espírito - pairando acima  Do caos da minha alma informe  Tomada pela leveza  Do primeiro dia da criação Transportou-me das garras da escuridão Para o abraço do calor da luz do dia Eu, mera página em branco Com alguns rabiscos hereditários Sem saber a solidão que me esperava Como quem escapa de um afogamento Senti fôlego de vida sendo soprado Nas minhas narinas... Ouvi pássaros cantando Um leão urrando Um burro fugindo Hienas ameaçando E alguém dizendo: Haja luz. O mundo inteiro – e muito mais Pulsava dentro da ingenuidade da minha alma E a eternidade - quem poderia imaginar - transitava Pelos cami...

Ressurreição

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Sem guia, amigo ou companhia Voei como um pássaro na tempestade Rugi como um leão faminto Desci tão fundo, que a luz Tornou-se apenas uma lembrança Acostumei-me com a escuridão Tornei-me amante da insônia Pari filhos – solidão e depressão Às vezes, a alma cheia de recordações... tudo em vão Lutei - quando deveria ter dançado Gritei - quando deveria ter sussurrado Odiei - quando deveria ter amado Morri - quando deveria ter vivido Juntei pedras - quando deveria ter descansado Declarei guerra e chamei o mundo para a briga Na alma e no corpo, cheio de feridas Peregrinei pela vida, escavando escuridões Nos lugares que eu estava, nenhum resgate chegava Nenhuma palavra inspirava... Nenhum olhar me alcançava Que se dane! Eu gritava... Não estava atrás de salvação Com os punhos cerrado, pisava com força a terra Meus inimigos, sem mais, eu amaldiçoava . . . Então, do nada, no meio de mais uma batalha Buscando a morte em cada inimigo vencido Vislumbrei um monte, e sobre o monte...

Introspecção

I nvejo todos os meus irmãos, sem exceção Nunca pude renunciar à introspecção Preciso de silêncio e demorada solidão Exigências imperativas do meu coração Dia e noite, o tempo todo, sem cessar Examinar a mim mesmo Sondar a minha consciência Quebrantar o meu espírito Vasculhar o meu coração Polir aqui, limpar ali, lapidar acolá É a minha tentação... a minha ilusão Ainda assim, a minha verdadeira respiração Nesse tempo de fugidias esperanças É tão fácil se desviar e se perder Engolido pela tempestade Envolvido pela vaidade Fustigado pelo desespero Sem consciência de si No chão deserto do mundo É tão fácil cair e nunca mais levantar Há muitas vozes perdidas no mundo Muita gente sem introspecção Que pensa ser o que não é Muitos sonhos na beira da estrada Há um ranger de dentes rangendo No fundo de cada alma enganada Sob o céu mudo desse mundo O meu coração perde as forças E se curva derrotado Como um preso injustiçad...

A minha sina

Vou desamparado pela vida Não quero muito Tudo que tenho levo comigo Só coisas que o dinheiro não pode comprar Sou rico de coisas que não fazem falta a ninguém A tua graça me basta e me sustenta Quero só o necessário para mais um passo Nem conhecimento, nem riqueza Não me animo com coisas que ensoberbecem Dê-me apenas um coração sincero e forte Passo a passo, dia após dia, sem cessar Através da escuridão dos dias Nos confins desse caminho que me conduz Cada vez mais para perto de tudo que é eterno Antes de finalmente cruzar o ponto além do qual Ninguém, nem nada, volta para contar Quero tocar, sentir, provar, ver e ouvir O que existe de mais profundo em mim Quero saber até quando o amor resiste A fé suporta e a minha esperança aguenta Apesar da minha fraca hereditariedade Sem retroceder o pé ou desviar o olhar Quero saber do que eu sou feito... _VBMello

Seis quase poemas de fé

I No tempo dessa breve vida Onde tudo é tão superficial As palavras e os encontros Não existe nada mais profundo Do que a pele em torno Dos nossos olhos Há tanta alma revelada ali Tanta escuridão e tanta luz É na pele em torno dos olhos Que a gente percebe A profundidade das nossas dores A superfície das nossas alegrias E as feridas das nossas batalhas de fé... II O futuro promete Mas estou escaldado Já fui enganado Tantas vezes Não sei Arriscar? Outra vez? Outra vez não Seguro morreu de velho Na incerteza do amanhã Levo o meu passado comigo... III Anjo, eu sei que não sou A minha mãe sempre me disse Nem mesmo daqueles feios Da casta dos caídos Eu presto para ser... Definitivamente Isso decepciona Tanta gente Não tenho vocação  Para ser diabo IV Tentei viver e andar por fé Se deu mal..., diz o diabo Aqueles que me olham de longe Dão risadas e apontam o dedo Replico: não perdi n...

Inspiração...

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O Calvário que me deu vida e salvação.

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Disse Deus: "Haja luz", e houve luz.

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Fome e sede de simplicidade e silêncio...

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Talvez seja apenas uma fase E eu creio que seja Talvez, amanhã Ou depois de amanhã Quando o ciclo se fechar A minha alma Como qualquer outra alma Depois de ter conseguido O que deseja Volte-se noutra direção Faminta de outras coisas e experiências Mas por hoje Movido por este instante  Que me chama agora E me desafia a ir além Até as fronteiras do infinito A minha alma, cansada e farta de tudo De outra coisa não tem fome Só se encanta, só se fascina Só quer é só deseja de todo o coração E isso busca e nisso se desgasta O que é infinito e o que é eterno Hoje, agora, do peso dos dias A minha alma só se sacia  Com a simplicidade das coisas inúteis A poesia, a graça, a solidão, a leveza E o silêncio às vezes inacessível De umas simples coisas poucas Que o dinheiro não pode comprar Pode ser que amanhã... ou depois de amanhã Perdida nas águas de um rio manso Ainda farta e cansada de tudo Ainda aspirando a verdade da vida Do céu, das coi...

Acima do caos da vida...

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Oculto sob o fundo manto espesso da tristeza Onde a graça da ingenuidade, nunca morre E a inocência floresce e frutifica sonhos E esperanças de quietude e saudade O mundo inteiro acomodou-se em silêncio... Nas profundezas abissais do coração Como uma fonte a jorrar para a eternidade Apenas o  sussurro do Espírito, se faz ouvir Nos temores e insondabilidades do deserto Um rio de vida flui e reflui, sem cessar... Onde era inverno, agora é primavera Onde havia apenas chão de pedra e solidão Agora, neste instante, há jardins florescendo Onde havia gritos e leões ao derredor Sopra o silêncio de uma brisa calma Sob um infinito tapete de lírios do campo Bandos de pardais, descansam e cantam... Nas madrugadas dos dias escuros Encontro-me sozinho comigo  E sussurro orações a Deus Que previsivelmente Porque o silêncio  É a melhor resposta Não me responde... Sozinho, o nde o ar é puro e nunca rareia E o espaço é do tamanho da eternidade A ...

Leite e mel...

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Braços de pedra...

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Se braços de carne Não abraçarem Braços de pedra Abraçarão E o calor do afeto negado Será buscado - e encontrado Em colos de pedra fria... Porque estes são os dias frios Em que homens de coração de pedra Se calam e as pedras, para a nossa vergonha Falam, abraçam e dão colo, carinho e proteção... Choremos... oremos... choremos... oremos... amemos Porque diante das pedras, a nossa vergonha É muito grande - e a nossa frieza... é imperdoável... _VBMello

Fragmento autobiográfico...

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Eu dormia, mas o meu coração velava. Eis a voz do meu amado! Está batendo... (Cânticos 5:2)

Sincronicidades

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Poema...

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Se o teu coração for bom...

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O coração do sábio se inclina para o bem Mas o coração do tolo Para o mal.  (Ec 10:2) Coração humilde Coração sensível Coração contrito Coração manso Coração misericordioso Coração justo Coração puro Coração pacífico Coração alegre Coração simples Coração bem-aventurado Porque quando o coração é bom As palavras também são boas E a pessoa vive em paz com Deus E com a própria consciência... _VBMello