15 de julho de 2016

Fome e sede de simplicidade e silêncio...













Talvez seja apenas uma fase
E eu creio que seja
Talvez, amanhã
Ou depois de amanhã
Quando o ciclo se fechar
A minha alma
Como qualquer outra alma
Depois de ter conseguido
O que deseja
Volte-se noutra direção
Faminta de outras coisas e experiências

Mas por hoje
Movido por este instante 
Que me chama agora
E me desafia a ir além
Até as fronteiras do infinito
A minha alma, cansada e farta de tudo
De outra coisa não tem fome
Só se encanta, só se fascina
Só quer é só deseja de todo o coração
E isso busca e nisso se desgasta
O que é infinito e o que é eterno

Hoje, agora, do peso dos dias
A minha alma só se sacia 
Com a simplicidade das coisas inúteis
A poesia, a graça, a solidão, a leveza
E o silêncio às vezes inacessível
De umas simples coisas poucas
Que o dinheiro não pode comprar

Pode ser que amanhã... ou depois de amanhã
Perdida nas águas de um rio manso
Ainda farta e cansada de tudo
Ainda aspirando a verdade da vida
Do céu, das coisas e das pessoas
Obediente a um novo chamado
Pois os chamados, nunca cessam
Em busca de outras inspirações
Ela se volte noutra direção... 
Mas hoje, a minha alma
Só tem fome e sede
Das coisas 
E das pessoas simples
Que o dinheiro não pode comprar...
_VBMello